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segunda-feira, 11 de abril de 2011

EXPRESSIONISMO: Grupo A Ponte e O Cavaleiro Azul

EXPRESSIONISMO: Grupo A Ponte e O Cavaleiro Azul

O Expressionismo espalhou-se pela Europa entre 1890 e 1930 e era considerado uma distinção germânica, e não uma linha importada da França. Com as inflexões políticas da Primeira Guerra Mundial este ponto de vista foi consolidado.
Caracterizava-se pelo uso da deformação do real através da forma e da cor, afastando-se dos cânones tradicionais da beleza acadêmica, sendo a primeira vanguarda artísitca do século XX que utilizou esta deformação da realidade para dar forma à visão subjetiva do artista, onde o objeto representado se distancia totalmente do modelo original.
O Expressionismo é pois a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, "expressando" sentimentos humanos. No Brasil, a pintura de Anita Malfatti(1889-1964) e de Lasar Segall é identificada com essa forma de expressão. A experiência de mundo do artista não difere, em sua origem, da de qualquer outra pessoa. É este o material sobre o qual opera o artista: os temas dos expressionistas alemães geralmente estão ligados à crônica da vida cotidiana (a rua, as pessoas nos cafés etc.). Em suas obras, porém, percebe-se uma espécie de incômodo, de indisfarçada rudeza, como se o artista nunca tivesse desenhado e pintado antes daquele momento.
O Expressionismo alemão pretende ser precisamente uma pesquisa sobre a gênese do ato artístico: no artista que o executa e, por conseguinte, na sociedade a que ele se dirige.
Está associado a dois grupos informais de artistas: o grupo Die Brücke (A Ponte), de Dresden e os artistas de Munique que expunham sob a égide de um almanaque intitulado Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul).

DIE BRÜCKE (A PONTE)

Aparece em Dresden, Alemanha, em 1905 para organizar um movimento em prol de uma pintura dramática, patética, angustiante, com sensações dolorosas sobre o destino do homem. Este grupo procura estabelecer uma ponte entre o visível e o invisível.

O objetivo do grupo era ter liberdade de movimento e de vida, em oposição aos velhos e bem estabelecidos poderes. Quem quer que extravasasse direta e autenticamente aquilo que o faz criar era um integrante do grupo.

Faziam parte deste grupo:

Ernest Ludwig Kirchner (1880-1938)

Banhistas em Moritzburg 1909, retrabalhado em 1926.

Óleo sobre tela, 151,1 x 199,7

Tate Gallery
Escreveu Kirchner num manifesto de 1906: "Estão conosco todos aqueles que, diretamente e sem dissimulação, expressam aquilo que os impele a criar."

Karl Schimdt-Rottluff (nascido em 1884)






Nu agachado 1905
Óleo sobre cartão 71 x 57
Brücke-Museum, Berlim





Percebe-se, nesta obra que Rottluff estava familiarizado com a obra de Van Gogh onde adotou uma pincelada veemente e texturizada, que dava vida à superfície tanto da figura quanto do terreno. A estrutura do nu feminino praticamente se perde na turbulência dos traços e na intensidade de tons pastéis de amarelo, branco e rosa-carne, com misturas cor-da-terra para as sombras. Era um rompimento com a elaborada prática acadêmica, na qual inúmeros desenhos e estudos de cor eram feitos durante a preparação para o trabalho definitivo.

Emil Nolde (1867-1956)
É considerado o pintor mais vigoroso entre eles.




Pentecostes 1909
Óleo sobre tela 87 x 107
Staatliche museen zu. Berlin, Preussicher Kulturbesitz, Nationalgalerie






BLAUE REITER ( O CAVALEIRO AZUL)
Inicia uma pesquisa em sentido não-figurativo, se opondo a orientação menos engajada na problemática social, apresentando uma imagem atrozmente verdadeira da sociedade alemã do pós-guerra, sem os véus idealistas e mistificadores da "boa" pintura ou literatura.
Faziam parte deste grupo:
Max Beckmann (1884-1950)



A Noite (1918-9)
Tela.
Düsseldorf, Kunstsammlung
Nordrhein - Westfalen.






Otto Dix (1891-1968)



Trincheira nos Flandres (1934-6)
Técnica mista sobre tela 2 x 2,50m
Berlim,
Staatliche Mussen, Nationalgalerie







George Grosz (1893-1959)



Funcionário do Estado para as pensões dos mutilados de guerra (1921)
Tela 1,15 x 0,80m
Berlim,
Staatliche Museen, Nationalgalerie.



Bibliografia:
FILHO, Duílio Battistoni. Pequena História da Arte. São Paulo, 3ª ed., Campinas. SP - Papirus, 1989.
STANGOS, Nikos. Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor Ltda, 1981.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo. Companhia das Letras, 1992.
BEHR, Shulamith. Movimentos da Arte Moderna - Expressionismo. São Paulo. Cosac e Naify Edições, 2000.
Textos distribuídos em aula pela professora Maria Alice Bragança: Linha do Tempo - Panorama; Vocabulário.
Produzido por: Carla R. Scherer.

Um comentário:

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Desenhos na Calçada Julian Beever

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Professor de Artes da SEDF, Bonequeiro na Cia. Titeritar, artista plástico colaborador no blog: http://ateliartsaofrancisco.blogspot.com.br/ e autor dos blogs: http://universosdarte.blogspot.com.br/ e http://www.titeritar.com.br/